segunda-feira, 15 de março de 2010

QUESTÕES OBJETIVAS BRASIL: SISTEMA COLONIAL

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO 1.(Fuvest) A(s) questão(ões) seguinte(s) é(são) composta(s) por três proposições I, II e III que podem ser falsas ou verdadeiras. examine-as identificando as verdadeiras e as falsas e em seguida marque a alternativa correta dentre as que se seguem: a) se todas as proposições forem verdadeiras. b) se apenas forem verdadeiras as proposições I e II. c) se apenas forem verdadeiras as proposições I e III. d) se apenas forem verdadeiras as proposições II e III. e) se todas as proposições foram falsas. I. A expressão "homens bons" era usada, no Brasil Colonial, para designar os jesuítas encarregados da catequese. II. A exploração das minas brasileiras foi regulamentada no século XVIII pela Metrópole, através de uma rígida política fiscal. III. Os tratados de 1810 consolidaram a preponderância inglesa no Brasil. 2. (Unesp) Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo colonizador. O europeu, com visão de mundo calcada em preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar nos viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, há um decréscimo da população indígena, que se agrava nos séculos seguintes. Os fatores que mais contribuíram para o citado decréscimo foram: a) a captura e a venda do índio para o trabalho nas minas de prata do Potosi. b) as guerras permanentes entre as tribos indígenas e entre índios e brancos. c) o canibalismo, o sentido mítico das práticas rituais, o espírito sanguinário, cruel e vingativo dos naturais. d) as missões jesuíticas do vale amazônico e a exploração do trabalho indígena na extração da borracha. e) as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão dos índios. 3. (Cesgranrio) A expansão da Colonização Portuguesa na América, a partir da segunda metade do século XVIII, foi marcada por um conjunto de medidas, dentre as quais podemos citar: a) o esforço para ampliar o comércio colonial, suprimindo-se as práticas mercantilistas. b) a instalação de missões indígenas nas fronteiras sul e oeste, para garantir a posse dos territórios por Portugal. c) o bandeirismo paulista, que destruiu parte das missões jesuíticas e descobriu as áreas mineradoras do planalto central. d) a expansão da lavoura de cana para o interior, incentivada pela alta dos preços no mercado internacional. e) as alianças políticas e a abertura do comércio colonial aos ingleses, para conter o expansionismo espanhol. 4. (Enem) No princípio do século XVII, era bem insignificante e quase miserável a Vila de São Paulo. João de Laet davalhe 200 habitantes, entre portugueses e mestiços, em 100 casas; a Câmara, em 1606, informava que eram 190 os moradores, dos quais 65 andavam homiziados*. *homiziados: escondidos da justiça Nelson Werneck Sodré. "Formação histórica do Brasil". São Paulo: Brasiliense, 1964. Na época da invasão holandesa, Olinda era a capital e a cidade mais rica de Pernambuco. Cerca de 10% da população, calculada em aproximadamente 2.000 pessoas, dedicavam-se ao comércio, com o qual muita gente fazia fortuna. Cronistas da época afirmavam que os habitantes ricos de Olinda viviam no maior luxo. Hildegard Féist. "Pequena história do Brasil holandês". São Paulo: Moderna, 1998 (com adaptações). Os textos apresentados retratam, respectivamente, São Paulo e Olinda no início do século XVII, quando Olinda era maior e mais rica. São Paulo é, atualmente, a maior metrópole brasileira e uma das maiores do planeta. Essa mudança deveu-se, essencialmente, ao seguinte fator econômico: a) maior desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar no planalto de Piratininga do que na Zona da Mata Nordestina. b) atraso no desenvolvimento econômico da região de Olinda e Recife, associado à escravidão, inexistente em São Paulo. c) avanço da construção naval em São Paulo, favorecido pelo comércio dessa cidade com as Índias. d) desenvolvimento sucessivo da economia mineradora, cafeicultora e industrial no Sudeste. e) destruição do sistema produtivo de algodão em Pernambuco quando da ocupação holandesa. 5. (Fatec) O engenho foi um marco dentro do Brasil colonial. Podemos dizer que ele era o símbolo a) do poderio dos senhores de terras e erguia-se como modelo de organização da Colônia. b) da resistência negra, pois lá os negros se organizavam e realizavam seus constantes levantes contra os brancos. c) da luta contra a monarquia, uma vez que os senhores de terras desejavam o livre comércio, proibido pelos imperadores. d) do movimento republicano, já que os senhores há muito tempo buscavam liberdades, como o fim da escravidão e da monarquia. e) do capitalismo colonial, uma vez que valorizava a mão-de-obra assalariada, captada da corrente imigratória do século XIX. 6. (Fatec) No século XVIII, a colônia Brasil passou por vários conflitos internos. Entre eles temos a a) Guerra dos Emboabas, luta entre paulistas e gaúchos pelo controle da região das Minas Gerais. Essa guerra impediu a entrada dos forasteiros nas terras paulistas e manteve o controle da capitania de São Paulo sobre a mineração. b) Revolta Liberal, tentativa de reagir ao avanço conservador da monarquia portuguesa, que usava de seus símbolos monárquicos e das baionetas do Exército da Guarda Nacional, como forma de cooptar e intimidar os colonos portugueses. c) Revolta de Filipe dos Santos, levante ocorrido em Vila Rica e liderado pelo tropeiro Filipe dos Santos. O motivo foi a cobrança do quinto, a quinta parte do ouro fundido pelas Casas de Fundição controladas pelo poder imperial. d) Farroupilha, revolta que defendia a proclamação da República Rio-Grandense (República dos Farrapos) como forma de obter liberdades políticas, fim dos tributos coloniais e proibição da importação do charque argentino. e) Cabanagem, movimento de elite dirigido por padres, militares e proprietários rurais, que propunham a proclamação da república como forma de combater o controle econômico exercido pelos comerciantes portugueses. 7. (Fgv) "Oh, se a gente preta tirada das brenhas da sua Etiópia, e passada ao Brasil, conhecera bem quanto deve a Deus e a Sua Santíssima Mãe por este que pode parecer desterro, cativeiro e desgraça, e não é senão milagre, e grande milagre!" VIEIRA, Padre Antônio. Sermão XIV. Apud: ALENCASTRO, Luiz Felipe de, "O Trato dos Viventes". São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 183. Sobre a escravidão no Brasil no período colonial, é correto afirmar: a) O tráfico de escravos no século XVIII era realizado por comerciantes metropolitanos e por "brasílicos" que saíam do Rio de Janeiro, Bahia e Recife com mercadorias brasileiras e realizavam trocas bilaterais com a África. b) A produção econômica colonial era agroexportadora, baseada na concentração fundiária e no uso exclusivo do trabalho escravo. c) O tráfico de escravos para o Brasil, no século XVIII, era realizado exclusivamente por comerciantes metropolitanos. A oferta de mão-de-obra escrava era contínua e a baixos custos. d) O tráfico de escravos no século XVIII era realizado apenas por comerciantes "brasílicos". A oferta de mão-de-obra, contudo, era descontínua e a altos custos. e) O século XVII marcou o auge do tráfico de escravos no Brasil, para atender à demanda do crescimento dos engenhos de açúcar, com uma oferta contínua e a altos custos. 8. (Fgv) "(...) a terra que dá ouro esterilíssima de tudo o que se há mister para a vida humana (...). Porém, tanto que se viu a abundância de ouro que se tirava e a largueza com que se pagava tudo o que lá ia, (...) e logo começaram os mercadores a mandar às minas o melhor que chega nos navios do Reino e de outras partes, assim de mantimentos, como de regalo e de pomposo para se vestirem, além de mil bugiarias de França (...) E, a este respeito, de todas as partes do Brasil se começou a enviar tudo o que a terra dá, com lucro não somente grande, mas excessivo. (...) E estes preços, tão altos e tão correntes nas minas, foram causa de subirem tanto os preços de todas as coisas, como se experimenta nos portos das cidades e vilas do Brasil, e de ficarem desfornecidos muitos engenhos de açúcar das peças necessárias e de padecerem os moradores grande carestia de mantimentos, por se levarem quase todos aonde hão de dar maior lucro." (Antonil, "Cultura e opulência do Brasil", 1711) No texto, o autor refere-se a uma das conseqüências da descoberta e exploração de ouro no Brasil colonial. Trata-se a) do desenvolvimento de manufaturas para abastecer o mercado interno. b) da inflação devido à grande quantidade de metais e procura por mercadorias. c) do incremento da produção de alimentos e tecidos finos na área das minas. d) da redução da oferta de produtos locais e importados na região mineradora. e) do desabastecimento das minas devido à maior importância das vilas litorâneas. 9. (Fuvest) A produção de açúcar, no Brasil colonial: a) possibilitou o povoamento e a ocupação de todo o território nacional, enriquecendo grande parte da população. b) praticada por grandes, médios e pequenos lavradores, permitiu a formação de uma sólida classe média rural. c) consolidou no Nordeste uma economia baseada no latifundiário monocultor e escravocrata que atendia aos interesses do sistema português. d) desde o início garantiu o enriquecimento da região Sul do país e foi a base econômica de sua hegemonia na República. e) não exigindo muitos braços, desencorajou a importação de escravos, liberando capitais para atividades mais lucrativas. 10. (Fuvest) No século XVIII a produção do ouro provocou muitas transformações na colônia. Entre elas podemos destacar: a) a urbanização da Amazônia, o início da produção do tabaco, a introdução do trabalho livre com os imigrantes. b) a introdução do tráfico africano, a integração do índio, a desarticulação das relações com a Inglaterra. c) a industrialização de São Paulo, a produção de café no Vale do Paraíba, a expansão da criação de ovinos em Minas Gerais. d) a preservação da população indígena, a decadência da produção algodoeira, a introdução de operários europeus. e) o aumento da produção de alimentos, a integração de novas áreas por meio da pecuária e do comércio, a mudança do eixo econômico para o Sul. 11. (Fuvest) A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e condição social. (...) As distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígenes e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e na cor." (Stuart B. Schwartz, SEGREDOS INTERNOS) A partir do texto pode-se concluir que: a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial. b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade européia nos séculos XV e XVI. c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial. d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros, tendeu a diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade colonial. e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII. 12. (Fuvest) Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do Brasil e na sua posterior expulsão: a) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais. b) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia das Índias Ocidentais. c) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela população. d) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal. e) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais. 13. (Fuvest) "Na primeira carta disse a V. Rev. a grande perseguição que padecem os índios, pela cobiça dos portugueses em os cativarem. Nada há de dizer de novo, senão que ainda continua a mesma cobiça e perseguição, a qual cresceu ainda mais. No ano de 1649 partiram os moradores de São Paulo para o sertão, em demanda de uma nação de índios distantes daquela capitania muitas léguas pela terra adentro, com a intenção de os arrancarem de suas terras e os trazerem às de São Paulo, e aí se servirem deles como costumam." (Pe. Antônio Vieira, CARTA AO PADRE PROVINCIAL, 1653, Maranhão.) Este documento do Padre Antônio Vieira revela: a) que tanto o padre Vieira como os demais jesuítas eram contrários à escravidão dos indígenas e dos africanos, posição que provocou conflitos constantes com o governo português. b) um dos momentos cruciais da crise entre o governo português e a Companhia de Jesus, que culminou com a expulsão dos jesuítas do território brasileiro. c) que o ponto fundamental dos confrontos entre os padres jesuítas e os colonos referia-se à escravização dos indígenas e, em especial, à forma de atuar dos bandeirantes. d) um episódio isolado da ação do padre Vieira na luta contra a escravização indígena no Estado do Maranhão, o qual se utilizava da ação dos bandeirantes para caçar os nativos. e) que os padres jesuítas, em oposição à ação dos colonos paulistas, contavam com o apoio do governo português na luta contra a escravização indígena. 14. (Fuvest-gv) A escravidão indígena adotada no início da colonização do Brasil foi progressivamente abandonada e substituída pela africana entre outros motivos, devido: a) ao constante empenho do papado na defesa dos índios contra os colonos. b) à bem-sucedida campanha dos jesuítas em favor dos índios. c) à completa incapacidade dos índios para o trabalho. d) aos grandes lucros proporcionados pelo tráfico negreiro aos capitais particulares e à Coroa. e) ao desejo manifestado pelos negros de emigrarem para o Brasil em busca de trabalho. 15. (Pucmg) A expressão "Círculo de ferro da opressão colonial", do historiador Caio Prado Jr., sintetiza admiravelmente a nova política adotada por Portugal com o fim da União Ibérica, em 1640. Com relação a essa nova política administrativa, é CORRETO afirmar que: a) o Conselho Ultramarino se tornou o órgão supremo da administração responsável por todos os negócios das colônias portuguesas. b) as Câmaras Municipais se tornaram soberanas e independentes expressando o poder máximo dos grandes senhores rurais. c) a Intendência do Ouro, órgão especial de arrecadação tributária, passou a se subordinar diretamente ao controle do governador da Capitania das Gerais. d) os Capitães donatários adquirem mais prestígio, principalmente, após a instalação do Vice-Reinado na América portuguesa. 16. (Pucrs) Em 1640, com o fim da União Ibérica, Portugal se defronta com vários problemas e desafios para administrar o Brasil Colonial e desenvolver a sua economia. Entre esses problemas, NÃO pode ser arrolada a) a expulsão dos holandeses da região açucareira do Nordeste. b) a destruição do Quilombo de Palmares, que desafiava a ordem escravista. c) a escassez de metais preciosos e a queda dos preços do açúcar. d) a expulsão dos jesuítas que dificultavam a escravização dos indígenas no estado do Grão-Pará. e) a reorganização administrativa da colônia e de sua defesa. 17. (Pucsp) Personagem atuante no Brasil colônia, foi "fruto social de uma região marginalizada, de escassos recursos materiais e de vida econômica restrita (...)", teve suas ações orientadas "ou no sentido de tirar o máximo proveito das brechas que a economia colonial eventualmente oferecia para a efetivação de lucros rápidos e passageiros em conjunturas favoráveis - como no caso da caça ao índio - ou no sentido de buscar alternativas econômicas fora dos quadro da agricultura voltada para o mercado externo (...)". Carlos Henrique Davidoff, 1982. O personagem e a região a que o texto se refere são, respectivamente: a) o jesuíta e a província Cisplatina. b) o tropeiro e o vale do Paraíba. c) o caipira e o interior paulista. d) o bandeirante e a província de São Paulo. e) o caiçara e o litoral baiano. 18. (Pucsp) A extração de ouro na região das Minas, no século XVIII, produziu várias rotas de circulação e de comércio. Entre elas podemos destacar a ligação por terra das Minas com a) o Norte, que permitia a chegada de trabalhadores indígenas da Amazônia e de especiarias. b) a Europa, que facilitava o escoamento do ouro e a entrada de matérias-primas e alimentos. c) o Rio de Janeiro, que permitia acesso mais rápido e fácil dos minérios aos portos. d) a Bolívia, que articulava a produção de ouro para Portugal à extração da prata boliviana para a Espanha. e) o Sul, que abastecia a região mineradora de produtos industrializados, de gado e de açúcar. 19. (Uel) Os principais produtos econômicos exportados pelo Brasil colônia do século XVIII foram: a) Ouro, açúcar e madeira. b) Açúcar, diamantes e erva-mate. c) Madeira, ouro e gado. d) Açúcar, madeira e erva-mate. e) Diamantes, ouro e gado. 20. (Uel) Sobre o sistema colonial de Portugal no Brasil, é correto afirmar: a) Os reformadores do sistema de exploração mercantil aportaram em São Sebastião comandados por Tomé de Souza. O objetivo principal da esquadra era manter o sistema português de educação vigente no Brasil. b) O Pe. Manuel da Nóbrega, membro da Companhia de Jesus, veio para o Brasil cumprir os preceitos da aplicação do dogma e da disciplina religiosa. Assim, estabeleceu-se na colônia a articulação dos poderes do Rei e de Deus, ou seja, da Coroa Portuguesa com a Igreja. c) As revoluções Copernicana, Industrial e Francesa levaram a Coroa Portuguesa por meio da Universidade de Coimbra, dominada pela Companhia de Jesus, a enviar a esquadra de Tomé de Souza para o Brasil, visando a controlar os movimentos reformistas que proliferavam em várias capitanias. d) O Brasil, inserido no antigo sistema colonial, foi reconhecido como um exemplo de colônia de povoamento pela ocupação organizada do território, levando a coroa portuguesa a liberar o comércio interno e a incentivar o panorama científico e educacional. e) A reforma protestante e a revolução realizada por Nicolau Copérnico tiveram um grande impacto no sistema educacional do Brasil colônia. Para auxiliar neste processo, que pressupõe o desenvolvimento do dogma e da disciplina, a Companhia de Jesus enviou o Pe. Manuel da Nóbrega. 21. (Ufc) Analise os textos a seguir, sobre o Brasil Colonial. Texto 1 Essa região representou o primeiro centro de colonização e urbanização do Brasil e concentrou, até meados do século XVIII, as atividades econômicas e a vida social mais significativas da colônia. Texto 2 Até o século XVIII, ela foi uma área periférica, menos urbanizada e quase sem vinculação direta com a economia exportadora da colônia. As regiões referidas nos textos 1 e 2, respectivamente, hoje são conhecidas como: a) Sul e Norte. b) Centro-Oeste e Sul. c) Nordeste e Sudeste. d) Sudeste e Nordeste. e) Norte e Centro-Oeste. 22. (Ufg) Leia o "Sermão da Sexagésima", do Padre Vieira. Para uma alma se converter por meio de um sermão, há de haver três concursos: há de concorrer o pregador com a doutrina, persuadindo; há de concorrer o ouvinte com o entendimento, percebendo; há de concorrer Deus com a graça, alumiando. Que coisa é a conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro em si e ver-se a si mesmo. GOMES, Eugênio (Org.). "Vieira: Sermões". Rio de Janeiro: Agir, 1992. p. 120. [Adaptado]. O jesuíta Antônio Vieira fez sua carreira eclesiástica na Bahia. Esse sermão foi proferido em Lisboa no ano de 1655. Considerando os conflitos vividos na Colônia, o debate sobre a conversão se vinculava à a) capacidade do ouvinte para interpretar livremente as escrituras e, por meio do entendimento, concorrer à conversão de sua alma. b) defesa da cristianização do gentio, persuadindo o colono de que a prática da escravidão indígena deveria ser evitada. c) garantia da liberdade indígena, pois convertidos ao cristianismo seriam reconhecidos como portadores de direitos. d) supremacia da autoridade da Igreja perante o Estado na condução dos negócios na Colônia, definindo a primazia da ordem jesuítica. e) condenação a todas as formas de escravidão no mundo colonial, por meio da formação de uma consciência de si. 23. (Ufmg) Em pouco mais de cem anos, a ênfase passa do controle dos moradores para o dos escravos fugidos, do olhar metropolitano ao colonial, e uma figura central emerge: a do capitão-do-mato [...]. O termo capitão-do-mato já aparece em diversos documentos coloniais desde meados do século XVII [Contudo o cargo foi normatizado apenas no início do século XVIII.] Que terá acontecido no período que vai de meados do século XVII às primeiras décadas do século XVIII para que essa ocupação se estabelecesse tão firmemente na vida colonial? REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos (Orgs.). "Liberdade por um fio". São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p.85. Considerando-se as informações desse texto, é CORRETO afirmar que o crescente fortalecimento do cargo de capitão-do-mato, entre meados do século XVII e início do século XVIII, se explica como conseqüência da a) interiorização da população em direção à área das drogas do sertão, o que resulta numa ocupação desordenada desses espaços produtivos por brancos e negros. b) explosão demográfica ocorrida na região das minas dos Goiases e de Cuiabá, que implica um adensamento populacional propício às desordens e violência, sobretudo as praticadas por escravos fugidos. c) urbanização do Nordeste, derivada da crise açucareira, gerada pela expulsão dos holandeses, crise que promove, nas vilas e arraiais, a concentração de escravos, que, até então, trabalhavam nos engenhos. d) dificuldade das campanhas para a destruição do quilombo de Palmares e a possibilidade do surgimento de novos e resistentes núcleos de quilombolas tanto no Nordeste quanto em outras áreas de interesse metropolitano. 24. (Ufmg) "Congregando segmentos variados da população pobre ou dirigindo-se às áreas de mineração, onde se concentravam enormes contingentes de escravos, as vendeiras e negras de tabuleiro seriam constantemente acusadas de responsabilidade direta no desvio de jornais, contrabando de ouro e diamantes, prática de prostituição e ligação com os quilombos." FIGUEIREDO, Luciano. "O avesso da memória": cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII. Rio de Janeiro: José Olympio, 1993. A partir da leitura e análise desse trecho, é CORRETO afirmar que a escravidão nas Minas Gerais se caracterizava por a) um perfil rural e patriarcal, o que fazia com que as cativas e as forras ficassem reclusas, em casa, sob controle masculino. b) uma comunidade igualitária, o que se expressava na liberdade com que os negros circulavam pelas ruas. c) uma grande diversidade de formas de exploração do trabalho escravo, situação característica de um contexto mais urbano. d) uma relativa flexibilidade, o que se expressava no livre trânsito dos comerciantes entre as cidades e os quilombos. 25. (Ufpe) No período da expansão marítima portuguesa, as conquistas de novas terras modificaram hábitos e relações sociais. Houve uma euforia em face da exploração e da conquista de riquezas. Procurou estabelecer, com o sistema de capitanias hereditárias, o domínio sobre suas terras na América. Esse sistema: ( ) foi muito bem sucedido na descoberta do ouro e da prata, e propiciou o enriquecimento do governo português e da sua poderosa burguesia. ( ) fracassou, frustrando Portugal em seus objetivos e levando-o a abandonar as terras conquistadas. ( ) não foi amplamente bem sucedido, mas garantiu maior posse sobre as terras conquistadas e a consolidação de poderes para a Metrópole. ( ) na região Norte, fracassou; mas obteve sucesso nas outras regiões com a lavoura açucareira. ( ) no século XVIII, conseguiu êxito, graças à ajuda dos governadores-gerais, com suas forças militares, para combater exclusivamente a rebeldia dos nativos. 26. (Ufpe) A exploração de diamantes foi uma atividade importante da economia colonial brasileira, ajudando Portugal a aliviar sua dívida externa. De fato, a exploração de diamantes: ( ) gerou uma renda superior à da exportação do açúcar. ( ) dispensou o uso da mão-de-obra escrava. ( ) fez do Brasil, no século XVIII, o maior produtor do mundo. ( ) na região das Gerais, durou todo o século XVIII. ( ) adotava uma rígida fiscalização, embora não tenha conseguido evitar o contrabando. 27. (Ufpe) No Brasil, a economia colonial sustentou-se com a predominância da mão-de-obra escrava e a exportação de produtos para a Europa, conforme os princípios mercantilistas da época. Nesse contexto, a presença dos escravos: ( ) influenciou na construção de hábitos culturais que perduram até hoje na sociedade brasileira. ( ) foi economicamente importante, não tendo, contudo, provocado repercussões significativas para a formação da religiosidade popular. ( ) contribuiu para a consolidação de preconceitos sociais e de discriminações políticas. ( ) trouxe a possibilidade de trocas culturais significativas para a constituição da sociedade brasileira. ( ) criou hierarquias sociais com repercussões nas relações de poder. 28. (Ufpe) A produção da cultura no Brasil Colônia merece atenção da historiografia. Em Minas Gerais, por exemplo, houve produção no campo da música, a qual é estudada pelo significado das suas composições. Os músicos dessa época: a) tinham, muitos deles, destaque na sociedade, chegando a possuir propriedades e escravos. b) eram subordinados aos interesses exclusivos dos proprietários das minas de ouro, não tendo condições sociais de destaque. c) conseguiam viver da profissão, embora todos fossem funcionários do governo português no Brasil. d) desconheciam a música erudita européia mais famosa, limitando-se a sofrer influências das composições ibéricas. e) destacaram-se por suas composições originais, fugindo às ligações com a produção das irmandades religiosas de Minas Gerais. 29. (Ufpe) A União Ibérica durou 60 anos e teve influência na colonização portuguesa do Brasil. Durante o período da união entre Portugal e Espanha, o Brasil: a) atingiu o auge da sua produção açucareira com ajuda de capitais espanhóis. b) foi invadido pela Holanda, interessada na produção do açúcar. c) conviveu com muitas rebeliões dos colonos contra o domínio espanhol. d) registrou conflitos entre suas capitanias, insatisfeitas com a instabilidade econômica. e) conseguiu ficar mais livre da pressão dos colonizadores europeus. 30. (Ufpi) Assinale a alternativa correta sobre a exploração de metais preciosos no Brasil Colonial. a) A Metrópole portuguesa permitiu o livre acesso de ordens religiosas e a construção de templos católicos na região das minas. b) A busca pelo ouro intensificou a substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre e provocou a diminuição do preço do escravo africano no Brasil. c) A arrecadação de tributos possibilitou à Coroa Portuguesa reduzir a entrada de escravos na Colônia e a investir na lavoura açucareira no Nordeste brasileiro. d) A exploração de diamantes democratizou, aos setores pobres da população colonial, o acesso às riquezas e diminuiu a importação de escravos africanos em Portugal. e) As atividades mineradoras promoveram uma grande imigração de Portugal para o Brasil e intensificaram o recolhimento de tributos por parte da Coroa Portuguesa. 31. (Ufpi) Acerca das relações entre a Igreja Católica e o Estado Português no Brasil Colonial, é correto afirmar que: a) o Estado Português reservava-se o direito de fundar as dioceses e de designar seus respectivos bispos. b) o Estado Português impediu que a Igreja Católica dirigisse a instrução e a educação dos colonos. c) a Igreja Católica era encarregada de pagar as gratificações ao clero e de edificar os templos católicos. d) a Igreja Católica organizou as expedições militares que objetivavam o domínio das riquezas coloniais. e) a Igreja Católica recolhia de forma exclusiva o dízimo e repassava parte deste à Coroa Portuguesa. 32. (Ufpr) "Moradores dos 'sertões', instalados além das cidades coloniais, transformaram tais espaços físicos em espaços humanos. (...) A presença desses nossos antepassados é de fundamental importância para entendermos por que, no Brasil Colônia, houve mais do que a pura e simples plantation de cana. A 'visão plantacionista', que considera todas as atividades não voltadas para a exportação como irrelevantes, embaçou durante muito tempo a contribuição que milhares de agricultores - responsáveis pela agricultura de subsistência ou pelo abastecimento do mercado interno - deram à história de nosso mundo rural." (DEL PRIORE, Mary e VENÂNCIO, Renato. "Uma história da vida rural no Brasil". Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, p. 47-48.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre a organização social do Brasil no período colonial, é correto afirmar: a) Os autores do texto destacam um elemento característico da vida social durante a Colônia: a inexistência de núcleos econômicos situados além das cidades coloniais. b) Confirma-se no texto a exclusividade da lavoura exportadora como atividade responsável pela ocupação dos espaços agrícolas nacionais. c) No Brasil Colônia, uma característica fundamental da agricultura de alimentos foi a variedade de técnicas e de ferramentas utilizadas para o manejo das terras. d) A atividade agrícola dos moradores dos 'sertões' era essencial para a produção e o mercado colonial de gêneros alimentícios. e) A imensa disponibilidade de terras não cultivadas contribuiu para uma ocupação intensiva do solo, o que evitou a dispersão demográfica pelo território nacional. 33. (Ufsm) O estudo da história das relações entre o trabalho e o meio ambiente, nos primeiros séculos de colonização portuguesa no território brasileiro, permite afirmar: I. A devastação da Mata Atlântica começou com a chegada dos lusitanos que, utilizando o trabalho dos índios, provocaram a derrubada de, pelo menos, dois milhões de árvores para o comércio do pau-brasil. II. A efetiva colonização portuguesa, baseada na plantation canavieira, causou um imenso dano ambiental e humano ao devastar grandes extensões da Zona da Mata Nordestina, dizimar ou expulsar as populações nativas dessas áreas e aumentar o contingente de trabalhadores traficados da África. III. A economia da mineração caracterizou-se não só por causar quase insignificante dano ambiental, como por permitir a diminuição da exploração do trabalhador escravo, pois a sociedade das minas se tornava mais urbana, mais permeável e menos hierarquizada. IV. A Igreja cristã, inspirada na tradição de São Francisco de Assis, manteve uma atitude de defesa das florestas, dos animais e dos seres humanos, não só denunciando as guerras contra os índios, como também condenando os senhores que maltratavam seus escravos. Estão corretas a) apenas I e II. b) apenas I e III. c) apenas I e IV. d) apenas II e III. e) apenas III e IV. 34. (Ufsm) "Diz-se geralmente que a negra corrompeu a vida sexual da sociedade brasileira (...). É absurdo responsabilizar-se o negro pelo que não foi obra sua (...), mas do sistema social e econômico em que funcionaram passiva e mecanicamente. Não há escravidão sem depravação sexual. É da essência mesma do regime. (...) Não era o negro (...) o libertino: mas o escravo a serviço do interesse econômico e da ociosidade voluptuosa dos senhores. Não era a 'raça inferior' a fonte de corrupção, mas o abuso de uma raça por outra". FREYRE, Gilberto. "Casa-grande & senzala". Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 372 e 375. Considerando o texto, é correto afirmar que a degradação moral da sociedade açucareira do Nordeste brasileiro tinha como eixo a) a estrutura frágil da Igreja colonial e seu reduzido trabalho na disseminação dos valores cristãos. b) as relações de poder entre a metrópole e a colônia, desfavoráveis a essa última quanto aos preços dos seus produtos. c) a complexa formação étnica da sociedade açucareira, misturando raças em detrimento dos costumes portugueses. d) a natural corrupção do ser humano, que jamais encontra limites, seja na Igreja ou polícia, para a expressão dos instintos. e) as relações sociais de produção do engenho açucareiro, base da ordem social colonial. 35. (Ufu) Por volta da década de 1570, começou-se a substituir a mão-de-obra escrava indígena pela mão-de-obra escrava africana nos engenhos e plantações de cana-de-açúcar no Brasil. Aproximadamente em 1585, cerca de 75% da população escrava africana do Brasil vivia na Capitania de Pernambuco, onde o número de engenhos contabilizava mais da metade do total dos engenhos da colônia. A Capitania de São Vicente por sua vez, em 1585, quase não possuía habitantes de origem africana e o número de engenhos não passava de 3% do total da Colônia, situação bem diferente da do ano de 1549, quando cerca de 30% dos engenhos de açúcar localizavam-se naquela capitania. Adaptado de: COUTO, Jorge. "A construção do Brasil: Ameríndios, Portugueses e Africanos, do início do povoamento a finais de Quinhentos", Lisboa: Cosmos, 1995. A respeito da introdução da escravidão africana no Brasil e com base nas informações do texto, assinale a alternativa INCORRETA. a) A mão-de-obra africana foi incentivada em um momento em que se intensificavam as rebeliões, fugas e ataques indígenas contra engenhos e povoações portuguesas no litoral brasileiro. b) A adoção da mão-de-obra africana foi um fator decisivo para o desenvolvimento das economias das capitanias do norte da colônia e colaborou para a diminuição da importância econômica das capitanias do sul em relação às do norte. c) A adoção da mão-de-obra africana teve sucesso, pois atendia às necessidades lusas de imposição de um controle social mais eficaz e de fomento de uma nova atividade comercial lucrativa: o tráfico negreiro. d) A mão-de-obra indígena, por conta do adestramento praticado pelos jesuítas e de sua passividade em relação à escravidão, era mais produtiva que a africana. Porém, foi substituída por essa em função da lucratividade do tráfico negreiro. 36. (Unesp) O açúcar e o ouro, cada qual em sua época de predomínio, garantiram para Portugal a posse e a ocupação de vasto território, alimentaram sonhos e cobiças, estimularam o povoamento e o fluxo expressivo de negros escravos, subsidiaram e induziram atividades intermediárias; foram fatores decisivos para o relativo progresso material e certa opulência barroca, além de contribuírem para o razoável florescimento das artes e das letras no período colonial. Apesar desta ação comum ou semelhante, a economia aurífera colonial avançou em direção própria e se diferenciou das demais atividades, principalmente porque: a) não teve efeito multiplicador no desenvolvimento de atividades econômicas secundárias junto às minas e nas pradarias do Rio Grande. b) interiorizou a formação de um mercado consumidor e propiciou surto urbano considerável. c) o ouro brasileiro, sendo dependente do mercado externo, não resistiu à influência exercida pela prata das minas de Potosi. d) representou forte obstáculo às relações favoráveis à Metrópole e não educou o colonizado para a luta contra a opressão do colonizador. e) as bandeiras não foram além dos limites territoriais estabelecidos em Tordesilhas, apesar dos conflitos com os jesuítas e da ação cruel contra os indígenas do sertão sul-americano. 37. (Unesp) As contradições, amplas e profundas, do processo histórico das Minas Gerais, acabaram gerando relações que podem ser entendidas através dos antagonismos: colonizador/colonizado; dominador/dominado; confidente/inconfidente; opressão fiscal/reação libertadora. Nesse contexto, a Coroa Portuguesa, em seu próprio benefício, desenvolveu uma ação "educativa" compreendendo: a) o estabelecimento de condições adequadas ao controle democrático da máquina administrativa. b) a realização de programas intensivos de prevenção dos súditos contra os abusos das autoridades. c) o indulto por dívida fiscal e o estímulo à traição e à delação entre os súditos. d) o arquivamento do inquérito e queima dos autos contra os inconfidentes. e) a promulgação de um novo regime fiscal que acabava com a prática da sonegação. 38. (Unesp) A partir de 1750, com os Tratados de Limites, fixou-se a área territorial brasileira, com pequenas diferenças em relação a configuração atual. A expansão geográfica havia rompido os limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas. No período colonial, os fatores que mais contribuíram para a referida expansão foram: a) criação de gado no vale do São Francisco e desenvolvimento de uma sólida rede urbana. b) apresamento do indígena e constante procura de riquezas minerais. c) cultivo de cana-de-açúcar e expansão da pecuária no Nordeste. d) ação dos donatários das capitanias hereditárias e Guerra dos Emboabas. e) incremento da cultura do algodão e penetração dos jesuítas no Maranhão. 39. (Unesp) responda se você for capaz!!!!. a) O meridiano de Tordesilhas, enquanto esteve em vigor, obstruiu a efetiva ocupação do interior do território brasileiro. b) As riquezas do Vice-Reinado do Rio da Prata atraíram muitos aventureiros em busca de fortuna fácil e que acabaram por se fixar na região sul do Brasil. c) A busca por pau-brasil e terras férteis para a cana-de-açúcar impulsionou a derrubada da mata atlântica e a fixação do colonizador no sertão nordestino. d) Apesar do aspecto extensivo da atividade, a pecuária desempenhou importante papel no processo de interiorização da ocupação. e) O intenso povoamento da região norte causou sérios problemas para a Metrópole, que não dispunha de meios para abastecer a área. 40. (Unesp) E, não havendo nas minas outra moeda mais que ouro em pó, o menos que se pedia e dava por qualquer coisa eram oitavas [cerca de 3 gramas e meia]. [Porei] aqui um rol [...] dos preços das coisas que [...] lá se vendiam no ano 1703 [...] Por um boi, cem oitavas. Por uma mão de sessenta espigas de milho, trinta oitavas. Por uma alqueire de farinha de mandioca, quarenta oitavas. Por um queijo do Alentejo, três a quatro oitavas. Por uma cara de açúcar [açúcar em forma de disco] de uma arroba, 32 oitavas. Por um barrilote de vinho, carga de um escravo, cem oitavas... (André João Antonil. "Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas", 1711.) As informações apresentadas pelo cronista do século XVIII demonstram que o regime alimentar da população da região das Minas Gerais era a) controlado pela legislação da Metrópole, que reservava o mercado consumidor das minas para as mercadorias européias. b) submetido a uma situação de carestia dos gêneros alimentícios, fato que inviabilizou a continuidade da exploração aurífera na região. c) composto por gêneros nativos da América, produtos transplantados pelos colonizadores para o solo americano e mercadorias importadas. d) precário e insuficiente para o conjunto da população, formada por funcionários lusitanos, garimpeiros e escravos. e) dependente de gêneros extraídos da natureza local, aplicando-se para isso conhecimentos adquiridos com os índios. 41. (Unifesp) "... todos os gêneros produzidos junto ao mar podiam conduzir-se para a Europa facilmente e os do sertão, pelo contrário, nunca chegariam a portos onde os embarcassem, ou, se chegassem, seria com despesas tais que aos lavradores não faria conta largá-los pelo preço por que se vendessem os da Marinha. Estes foram os motivos de antepor a povoação da costa à do sertão." (Frei Gaspar da Madre de Deus, em 1797.) O texto mostra a) o desconhecimento dos colonos das desvantagens de se ocupar o interior. b) o caráter litorâneo da colonização portuguesa da América. c) o que àquela altura ainda poucos sabiam sobre as desvantagens do sertão. d) o contraste entre o povoamento do nordeste e o do sudeste. e) o estranhamento do autor sobre o que se passava na região das Minas. 42. (Unifesp) "Não é minha intenção que não haja escravos... nós só queremos os lícitos, e defendemos (proibimos) os ilícitos." Essa posição do jesuíta Antônio Vieira, na segunda metade do século XVII, a) aceita a escravidão negra mas condena a indígena. b) admite a escravidão apenas em caso de guerra justa. c) apóia a proibição da escravidão aos que se convertem ao cristianismo. d) restringe a escravidão ao trabalho estritamente necessário. e) conserva o mesmo ponto de vista tradicional sobre a escravidão em geral. 43. (Ufrs) Levando-se em consideração a origem social dos seus protagonistas, pode-se afirmar que a chamada Inconfidência Mineira foi a) um movimento de contestação ao sistema colonial que teve como seus principais agentes idealizadores os grandes fazendeiros e mineradores, além de burocratas e militares. b) um movimento encabeçado pelos grandes proprietários de escravos, insatisfeitos com a cobrança da taxa de capitação sobre a mão-de-obra cativa. c) uma revolta dos mineradores, liderados por Felipe dos Santos, que protestaram contra a instalação das Casas de Fundição. d) uma sedição que teve a decisiva participação das massas populares (especialmente artesãos e camponeses), lideradas pelo soldado José Joaquim da Silva Xavier, conhecido como o "Tiradentes". e) uma conjuração liderada pelos intelectuais residentes nas vilas mineiras, que se reuniam para conspirar contra o governo metropolitano nos encontros da Sociedade Literária. 44. (Ufpel) "A única maneira de fazer com que muito ouro seja trazido de outros reinos para o tesouro real é conseguir que grande quantidade de nossos produtos seja levada anualmente além dos mares, e menor quantidade de seus produtos seja para cá transportada ..." In: FREITAS, Gustavo de. "900 textos e documentos de História". Lisboa, Plátano, s/d.: "Política para tornar o reino de Inglaterra próspero, rico e poderoso, 1549". Documentos econômicos dos Tudor. A afirmação descrita no texto expressa uma característica da política econômica a) mercantilista inglesa, base do Tratado de Methuem, que fomentou a acumulação de capital, inclusive com o ouro brasileiro, no século XVIII. b) capitalista industrial, quando os ingleses dominaram as colônias ibéricas através do comércio de produtos manufaturados, no século XVII. c) bulionista, baseada na exploração aurífera da América do Norte e no monopólio comercial com a instauração das Treze Colônias. d) colonialista, alicerçada na hegemonia que os ingleses exerciam no Atlântico Sul, desde o século XVI. e) metalista inglesa, resultante do Ato de Navegação de Cromwell, na República Puritana, no século XVII. 45. (Cesgranrio) A Igreja Católica teve papel relevante no processo de colonização, que pode ser constatado: a) na Catequese que, promovendo a integração do índio aos padrões europeus e cristãos, favoreceu a sua emancipação. b) na Educação, através das Ordens Religiosas, a Igreja monopolizou as instituições de ensino até o século XVIII. c) nas Missões, que, ao reunirem os contingentes indígenas, facilitavam o fornecimento de mão-de-obra para a lavoura. d) na defesa das Fronteiras, sendo as missões a primeira defesa por onde penetraram estrangeiros no Brasil. e) na administração, ocupando o clero a maior parte dos cargos públicos que exigiam melhor nível de instrução. GABARITO 1. [D] 2. [E] 3. [C] 4. [D] 5. [A] 6. [C] 7. [A] 8. [B] 9. [C] 10. [E] 11. [D] 12. [B] 13. [C] 14. [D] 15. [A] 16. [D] 17. [D] 18. [C] 19. [A] 20. [B] 21. [C] 22. [B] 23. [D] 24. [C] 25. F - F - V - F - F 26. F F V F V 27. V F V V V 28. [A] 29. [B] 30. [E] 31. [A] 32. [D] 33. [A] 34. [E] 35. [D] 36. [B] 37. [C] 38. [B] 39. [D] 40. [C] 41. [B] 42. [A] 43. [A] 44. [A] 45. [B]

Um comentário:

  1. muito bom seu blog professor , vai ser de grande serventia para nossos estudos !
    um abração
    Paulo , pré-vest noturno Contec !

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